quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009
Sobre a Joana Carneiro

Joana muito à frente
"Joana Carneiro gravou o seu primeiro disco, em que faz dançar a Orquestra Gulbenkian. Entretanto, anda a fazer das suas à frente da Sinfónica de Berkeley, cidade onde esperam dela o impossível. O truque é que para esta maestrina de 33 anos não há impossíveis.
Há uma cidade na Califórnia onde toda a gente quer aprender a pronunciar "Car-nei-ro". A maestrina de 33 anos é a nova estrela de Berkeley. Foi recebida de braços abertos, com um entusiasmo pouco comum. "Tive uma recepção calorosa", diz-nos no início da conversa longa que tivémos na Fundação Gulbenkian. Começou a dirigir a Sinfónica de Berkeley em Janeiro de 2009, depois de ter ganhado o concurso com uma perna às costas. O júri não teve dúvidas: "Ela é a pessoa certa no lugar certo. A interacção com os músicos, o nível a que os levou em quatro ensaios foi notável".
Até ver, só elogios: os músicos da orquestra adoram-na e elogiam-lhe o rigor tanto quanto a sua calorosa presença; Esa-Pekka Salonen, que ela tem como "mentor" desde que foi sua maestrina assistente na superorquestra Filarmónica de Los Angeles, disse "tu tens de concorrer àquela orquestra, é ideal para ti"; o compositor John Adams (que vive em Berkeley) gaba-lhe a combinação de rigor e descontracção e anuncia ao mundo que "a coisa maravilhosa em vê-la ensaiar é que ela faz toda a gente sentir-se à vontade, e domina completamente a partitura"; o concertino, que ela já conhecia de Los Angeles, garante que quase nunca viu nada assim - "empenho e entusiasmo e paixão". "Uau!", exclamam unanimemente músicos e críticos que assistiram aos primeiros concertos dirigidos por ela em Berkeley. "Ela encaixa", "ela é extraordinária", "fantástica", "jovem, enérgica, inteligente, e com bom humor", "a orquestra segue a sua enorme exigência"... e por aí fora. Um violoncelista da orquestra resumiu: "O coração dela é todo música".
Imaginar sem fronteiras
O anterior maestro Kent Nagano deposita toda a confiança nela para continuar o trabalho de uma das orquestras mais à frente dos Estados Unidos da América: "A orquestra já existia antes de eu vir e vai sem dúvida continuar a florescer depois de mim", disse Nagano. "Ele deixou um legado que me inspira", retribui Joana Carneiro. Que legado é esse? Uma dinâmica coexistência de nova música e de grandes clássicos, uma relação íntima com a comunidade artística local e com toda a sociedade. "Uma tradição de inovação", diz-nos a maestrina. "Programar música que está no nosso imaginário desde há séculos mas também aquilo que é o futuro da música", continua.
Joana Carneiro terá agora de ser muito mais do que maestrina: tem a responsabilidade de dirigir artisticamente a orquestra. "É uma faceta que desconhecia: programar, fazer escolhas para um, dois anos, e porventura para dez anos se ainda lá estivermos". Fala com o entusiasmo de quem quer mesmo estar lá daqui a dez anos. Mas a sua missão em Berkeley não é só programar: ela estará "na escolha dos músicos, nas decisões de como a orquestra se relaciona com a comunidade". Sente o peso da responsabilidade de ter uma "visão artística, porque a orquestra é um veículo musical daquela cidade". Todos acreditam que ela tem essa visão, e têm a certeza de que não vai desiludir. Já é muito trabalho? Não, ainda não é tudo. Joana Carneiro também tem de se preocupar com a sobrevivência da orquestra: "Estamos a falar de uma orquestra americana, é preciso pensar no ‘fundraising'". É preciso dar "confiança" aos mecenas locais, mantendo altíssimos padrões de qualidade e rigor e um largo público que se reconheça na orquestra, e sobretudo convencê-los a financiar a estrutura, mesmo em tempos de crise. Joana garante que não é fácil: "Quando a crise começou, o financiamento da orquestra sofreu um abate de dez por cento. Isso tem implicações nos programas, e é preciso distribuir melhor o que há." Aí entra a imaginação, que hoje "é ainda mais necessária do que noutros tempos", diz Joana Carneiro, olhos postos na realidade: "Com aquilo que temos, fazer o melhor que podemos".
Mas ela não quer só a realidade, quer levar os limites da beleza mais longe. Por isso diz que não há limites. "Posso programar o que quiser, apresentar novos compositores, novos instrumentos, novos solistas. Posso imaginar sem fronteiras".
O segredo está nos gestos
A orquestra de Berkeley tem os pés bem assentes na efervescente comunidade local e ganhou com Nagano reputação internacional, a fazer música de Mozart ao século XXI. Agora é a vez de Joana Carneiro, aliás "Kar-nigh-row". Ela já sentiu "uma química" com a orquestra: "Tenho aprendido muito. Já conhecia alguns músicos, houve uma familiaridade e a música unia-nos. Parece que temos os mesmos valores." Que valores são esses? "Procuramos as mesmas coisas musicalmente, há um entendimento na forma como a orquestra ensaia." E há interesses semelhantes: a música contemporânea, o interesse pela criação de agora, como prova o constante trabalho com compositores e artistas residentes realizado pela orquestra desde que Nagano fez dela uma orquestra de primeira. O entendimento com os músicos foi imediato: "Falamos e as coisas são reproduzidas em música", diz ela. Mas o segredo está nos gestos: "É também a linguagem não-verbal. A forma física como a orquestra toca. Ela reage de forma física". Reage aos gestos da maestrina, leia-se.
Aos nove anos Joana Carneiro disse aos pais que queria dirigir orquestras como aqueles senhores fazem com a batuta na mão. E os pais lá lhe ofereceram uma batuta. O que a fascinava era precisamente a ligação do gesto à música. "Parecia magia", diz ela, "a ligação do gesto com o que eu ouvia". Agora, à distância, diz Joana: "Se uma criança de nove anos quer ser maestrina, é porque tem no seu imaginário aquela figura". Isso tem a ver com "duas pessoas fundamentais" diz ela. "Somos nove irmãos e todos estudámos música 12 anos. O que faço hoje tem a ver com essa decisão fundamental dos meus pais de considerar a música tão importante como as outras disciplinas". Devia ser assim para toda a gente? Claro. "Tenho a certeza absoluta que a música devia ser aprendida por todos na escola como o Português e a Matemática. O papel que a música tem no ser humano, na imaginação, no raciocínio, na disciplina, é essencial. Há estudos que mostram que a música ajuda as crianças na Matemática, mas também a ter um comportamento mais positivo."
O sonho dos nove anos cumpriu-se - com "muita sorte". É claro agora para Joana Carneiro que "é um privilégio muito grande ter uma vida profissional que tem a ver com a criação e a recriação do belo. Dar ao nosso mundo afecto e paz é uma obrigação no sentido mais profundo - a transformação da alma do ser humano." Nada mais, nada menos. E ainda, ao mesmo tempo, "servir os compositores e quem nos vem ouvir".
Tudo graças aos pais? Não convém esquecer o talento que ela tem e desenvolveu por si mesma. E uma atitude perante a vida, que é não separar as coisas: "A Joana maestrina não é diferente do que sou. Não sou diferente na música." Mas competem a paixão da música e o amor familiar? Nada disso: "Aprendo muito e aplico muito o que aprendo na música. A música é um pilar fundamental mas a família é o centro. Coexistem com felicidade. Não teria a felicidade que sinto se só tivesse uma." Ou, dito de outra forma, "alimentam-se", como ela gosta de dizer na sua visão orgânica da vida. Deve ser isso a felicidade.
Como fazer a diferença
Na cidade que espera dela invovação, Joana Carneiro vai tentar fazer a diferença, continuando a aprender e aplicando o que aprendeu, sobretudo em Los Angeles, ao lado do seu mentor Esa-Pekka Salonen. O que fazia ali a diferença, diz ela, era "ter um instrumento extraordinário" (a orquestra de Los Angeles), mas também o "empenho diário dos músicos", "a sala em que tocavam", "a preparação do conteúdo", a atitude que uma orquestra tem de ter se quiser "transformar a cena musical, fazer música contemporânea, tocar a mais relevante da criação musical dos últimos 20 anos, estar à frente da inovação musical". É isso que Joana Carneiro quer fazer em Berkeley. O que faz a diferença é também "a existência de projectivos educativos que realmente transformam", e a criação de "um laboratório" musical, seguindo a lição de Salonen. E há ainda uma questão de fundo que faz toda a diferença para quem põe a música e a criação actual em primeiro lugar: "Reflectir sobre o mundo contemporâneo, ajudar a compreender o que é a nossa realidade." Para isso é preciso criar relação com novos compositores, os "Beethovens" de hoje.
O resto é o trabalho minucioso com a música, escolher rigorosamente uma arcada ou uma sequência de arcos num ensaio, decidir "uma respiração" em diálogo com os músicos. "A preparação é 90 por cento do trabalho", subinha. O estudo antes dos ensaios. Chegar a "um ideal de como deverá soar e depois nos ensaios aproximar o desejo do compositor da realidade". Como se equilibram as vozes, qual deve sobressair? Como é aquele acorde? Aquela respiração? É assim que se concretiza o ideal de Joana Carneiro: "Através da beleza ajudar o próximo a compreender melhor o que o rodeia".
E tem vontade de compor? "É uma arte muito difícil. Tenho muita admiração pelos compositores. Tentei mas não era a minha vocação, não tenho talento." Insistimos, incrédulos. A maestrina esquiva-se e dá-nos uma resposta mais prática: "Exige uma entrega e um tempo que não tenho, estou muito ocupada." Para compor não sabemos. Mas que tem talento, tem.
Um disco que dança
No meio de tantas ideias sobre a música, um disco. A primeira gravação de Joana Carneiro, que pode surpreender por se centrar apenas em obras de Tchaikosvky. É quase certo que haverá outras gravações, podemos arriscar, mas para já este disco, com música do compositor russo estreitamente ligada à dança - os bailados "O Quebra-Nozes" (Suite , op.71a) e "O Lago dos Cisnes" (Suite, op 20a) - e a abertura-fantasia de "Romeu e Julieta". Tem tudo a ver com ela: "Fiz ballet durante anos da minha vida, desde criança que ligava dança e música". A música move e comove Joana Carneiro, que gosta da ideia de "contar uma história com gestos de dança".
E também ela dança agora, de uma outra forma, batuta na mão, como se a música alimentasse a dança. Como se tivesse outra vez nove anos. Como se fizesse magia."
segunda-feira, 6 de Julho de 2009
Ainda Mais Chris
terça-feira, 16 de Junho de 2009
Parabéns, Christopher!
Jugend Musiziert é o maior concurso musical de jovens músicos da Alemanha, com uma larga história de mais de 40 anos. Este concurso, apoiado pelo Conselho Alemão da Música, e por vários Ministérios, é dos mais prestigiados e de maior êxito.
Na 1ª eliminatória, Christopher Koppitz obteve a pontuação máxima de entre os jovens intérpretes das Escolas Alemãs em Portugal, o que lhe permitiu passar para a 2ª eliminatória. Nesta 2ª fase do concurso, em Espanha, Christopher atingiu novamente a máxima pontuação e foi seleccionado para o concerto de encerramento.
Na final deste concurso, onde participaram os jovens músicos finalistas de todas as Escolas Alemãs Europeias, que decorreu na primeira semana de Junho, na Alemanha, Christopher Koppitz obteve o 1º prémio em oboé. De todos os intérpretes premiados (dos vários instrumentos), Christopher foi destacado no Concerto dos Laureados, com a atribuição do diploma de mérito europeu.
Christopher Koppitz, de 16 anos, é aluno da Escola Alemã de Lisboa e estuda oboé na Escola de Música Nossa Senhora do Cabo, em Linda-a-Velha, na classe do Prof. Francisco Luís Vieira."
Publicado em: http://asminhasnotassoltas.blogs.sapo.pt/35468.html
domingo, 31 de Maio de 2009
Haydn, 200 anos

quarta-feira, 27 de Maio de 2009
PROVA DE PASSAGEM NO DIA 1 DE JUNHO!!!
sexta-feira, 24 de Abril de 2009
Blue Man Group
Excelente!
Aconselho a todos irem ver o espectáculo! vale mesmo muito a pena!
são quase 2 horas de puro entretenimento e música.
Este espectaculo tem o nome de Mega Star Tour. Basicamente o que acontece em todo o espectaculo é que os 3 homens azuis estão a seguir as instruções de um DVD chamado "How to be a Super Star".
O Espectaculo vai ficar até dia 9 de Maio no Auditório dos Oceanos do Casino de Lisboa.
Deixo-vos alguns clips que consegui encontrar no youtube.
Neste têm uma das partes do espectaculo em que o DVD está a explicar o que devem fazer para ser uma estrela acho k é o "Rock Movement #3"
Por último deixo-vos o inicio do espectáculo, para adoçar a boca
e mais um bocadinho
o som não está grande coisa nestes últimos, mas da para perceber o espírito.
Não se assustem com o preço! vale cada cêntimo!
quarta-feira, 1 de Abril de 2009
Vejam e ouçam bem isto
Enjoy
terça-feira, 31 de Março de 2009
salomé
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Salome foi recebida com reacções contrastantes. Por um lado foi um sucesso, garantindo inúmeras apresentações nos principais teatros de ópera e, simultaneamente, consolidando a reputação do seu compositor; por outro, o tema da ópera, assente na figura mítica de Salomé, causou enorme escândalo. A obra chegou a ser banida em vários teatros, tendo para isso contribuído a abordagem às secções mais ousadas do texto de Wilde: a dança erótica dos sete véus, aludindo à nudez integral, e a cena de amor de Salomé com a cabeça de S. João Baptista, remetendo para a necrofilia, passagens que Strauss fez questão de manter e até enfatizar. Controvérsias à parte, Salome tornou-se um marco na carreira do compositor que abandonaria o modelo de Poemas Tonais, uma constante na sua obra até então, para abraçar definitivamente o género operático. Na sua harmonia cromática, melodia prosódica e complexidade orquestral, Strauss afirmava-se como um dos principais compositores germânicos, do início do século XX, numa linha de continuidade com a tradição operática wagneriana."
Texto Tiago Cutileiro, Marta Nunes
segunda-feira, 30 de Março de 2009
sábado, 14 de Março de 2009
sexta-feira, 13 de Março de 2009
quinta-feira, 5 de Março de 2009
Marin Marais
Data e local de Nascimento: 25 de Maio de 1656, em Paris
Data e local de Morte: 15 de Agosto de 1728
Quem era: violista / gambista e compositor francês do período barroco
- Em 1667, torna-se cantor no coro da Saint-Germain-l'Auxerrois
- Aos dezasseis anos, deixa voluntariamente Saint-Germain-l'Auxerrois e tenta aperfeiçoar-se junto de Sainte-Colombe na viola baixo
- Marais entra, em seguida, na orquestra da Academia Real de Música, dirigida por Jean-Baptiste Lully
- Obtém em 1679 o cargo de tocador de viola da câmara do Rei Luís XIV. Acumulará esse cargo com a carreira de músico da Ópera, durante quarenta anos.
Principais obras:
- Peças para viola de gamba
Peças para uma e para duas violas (1686)
Peças para uma e duas violas com aumento de muitas peças particulares em partição (1689)
Peças para uma e para três violas, Quarto livro (1717)
- Peças para trio (Marin Marrais foi um dos primeiros, em França, a escrever peças para trio)
Peças para trio para flautas, violinos e viola (1692)
A Gama e outros trechos de sinfonia para violino, viola e címbalo (1723)
- As tragédias líricas francesas
Alcide (1693)
Ariane et Bacchus (1696)
Alcyone (1706)
Sémélé (1709)
matéria para o teste

como combinado, aqui segue a
matéria para o teste de História da Música (IIº ano),
com páginas do Grout e Palisca, História da Música Ocidental e tal...
- Características gerais da música do primeiro período barroco [Grout: pp. 307-315]
- O surgimento da ópera [Grout: pp. 316-329 + pp. 359-371]
- Música vocal de câmara no primeiro período barroco [Grout: pp. 329-335]
- Música sacra no primeiro período barroco [Grout: pp. 335-342 + 375-389]
- Música instrumental no primeiro período barroco [As fotocópias da Sebenta, que vos dei na aula + Grout, pp. 414-419]
O teste debruçar-se-á sobretudo sobre os temas a "bold", mas seria importante que dominassem toda a matéria indicada.
Bom estudo!
Até Segunda!
rprp
segunda-feira, 2 de Março de 2009
Girolamo Frescobaldi

terça-feira, 24 de Fevereiro de 2009
Dietrich Buxtehude

quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009
bach, johann sebastian

Modernas técnicas forenses mostram como terá sido o famoso compositor
Como era o rosto de Bach?
29.02.2008 - 15h33 PÚBLICO, com Agências
Para muitos o melhor músico do seu tempo. Para outros, da história. Mas como era afinal a cara do génio barroco Johann Sebastian Bach? Graças às novas tecnologias digitais forenses, um grupo de especialistas apresentou ontem a expressão que terá tido o prestigiado músico: amável e bonacheirão.
A pedido da Casa Museu do músico, com sede em Eisenach, na Alemanha, a antropóloga escocesa Caroline Wilkinson ficou encarregue de reconstruir, através de modernos meios digitais, o rosto do compositor. Para chegar à imagem hoje apresentada, com 70 por cento de veracidade, Caroline recorreu a vários retratos, a medições do seu crânio e à máscara mortuária do músico, que nasceu em 1685 e morreu em 1750.
A técnica forense relevou que Bach tinha feições amplas e maduras, o maxilar inferior ligeiramente proeminente, cavidades oculares profundas, um nariz grande, algumas entradas no cabelo e lábios carnudos. O primeiro passo foi reconstruir o crânio do compositor, através de um programa informático, para depois lhe acrescentar músculos, cartilagens e pele.
Fonte da Casa Museu de Bach contou que, em 1894, o médico alemão Wilhelm Jis e o escultor Carl Ludwig Seffner, já tinham tentado reconstruir o rosto do músico, naquele que foi a primeira tentativa do género da história.
“Apesar de estarmos expectantes e de termos seguido um processo minucioso na recriação dos músculos e dos ossos, a cor da pele, dos olhos e do cabelo do músico, continuarão sempre a ser um mistério”. Nos retratos de Bach que chegaram aos nossos dias, os seus olhos às vezes aparecem azuis e outras castanhos. Na reprodução do cabelo inspiraram-se no que seria a moda da altura.
Dia 21 de Março, data do aniversário do compositor, a Casa Museu irá inaugurar a exposição “Bach através do espelho da medicina”. O principal objecto da mostra será um busto de cera do enigmático músico.
Caroline Wilkinson já reconstruiu, também, as caras de Tutankhamon.
segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009
Leonidas Kavakos
Na última quarta-feira dia 4, inserido no Ciclo das Grandes Orquestras Mundiais, apresentou-se no Coliseu dos Recreios a Orquestra de Filadélfia sob a direcção de Christoph Eschenbach e tendo como solista o violinista grego Leonidas Kavakos.
Foram apresentadas as seguintes obras:
.Concerto para Violino e Orquestra, em Ré menor, op. 47 de Jean Sibelius
.Egmont, Abertura em Fá menor, op. 84 de Ludwig van Beethoven
.Sinfonia nº 5 de Sergei Prokofiev
Felizmente assisti a este concerto de alta qualidade, tanto por parte da orquestra como por parte do solista.
Nasceu em Atenas (Grécia) em 1967. Desde de pequeno que foi considerado um grande talento no violino. Actualmente é considerado um dos músicos mais talentosos, actuando regularmente com as maiores orquestras mundiais. Vencedor de importantes concursos internacionais, tais como o Concurso Internacional Sibelius em Helsinquia em 1986, foi ainda medalha de prata no Concurso Internacional de Violino em Indianapolis, medalha de ouro no Concurso de Naumburg em Nova Iorque e medalha de ouro no Concurso de violino Paganini, ambos em 1988. Como vencedor do concurso Sibelius teve direito à gravação do concerto do próprio compositor pela etiqueta BIS, na sua versão original.
quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009
Já que nos aproximamos do Carnaval...
o cisne...
os pianistas...
— Camille Saint-Säens, Carnaval dos Animais, 1886
terça-feira, 13 de Janeiro de 2009
morrer de amor

A notícia da hipótese de Félix Mendelssohn (1809-1847) ter morrido em circunstâncias bem diferentes daquelas que estão registadas, e mesmo ter-se suicidado, levantada ontem pela jornalista e escritora Jessica Duchen no The Independent, virá certamente trazer um suplemento de atenção, e de polémica, à comemoração do bicentenário do compositor romântico alemão.
A história oficial diz que o autor da música para Sonho de uma Noite de Verão (1843) morreu de um ataque de coração a 4 de Novembro de 1847, com apenas 38 anos, sucumbindo à dor da perda, seis meses antes, da sua irmã Fanny, também vítima de crise cardíaca (um mal hereditário, ao que se julga).
Mas as coisas podem não ter acontecido exactamente assim. No jornal britânico, Jessica Duchen escreve que, a crer num documento removido nos arquivos da Royal Academy of Music (RAM), em Londres, as circunstâncias e razões da morte de Mendelssohn podem ter estado relacionadas com uma paixão não correspondida pela soprano sueca Jenny Lind (Johanna Maria Lind, 1820-1887, imortalizada na galeria do canto lírico como a Rouxinol Sueca).
O que foi agora descoberto nos fundos documentais da instituição londrina foi uma declaração do marido de Jenny Lind, Otto Goldschmidt, depositada em 1896 no arquivo da então Fundação Mendelssohn (que posteriormente passou a acolher a RAM), em que ele confessa ter destruído uma carta do compositor à cantora, porque considerou que ela poderia tornar-se "tremendamente danosa para a reputação" de ambos.
O teor da carta, ainda segundo o testemunho de Otto Goldschmidt - que fora aluno de Mendelssohn e casara com Jenny Lind em 1852, já após a morte do compositor -, seria "uma apaixonada declaração de amor", em que o compositor rogava à cantora que fugisse com ele para a América, ameaçando mesmo suicidar-se, se ela não dissesse que sim. O compositor viria a morrer poucos meses depois.
Ao depositar a sua declaração, Goldsmith estabeleceu que ela não poderia ser aberta num prazo inferior a 100 anos. Ora esse prazo já expirou em 1996, mas a investigação sobre a autenticidade da declaração continua por fazer, o que levou já um biógrafo de Mendelssohn, Clive Brown, que teve conhecimento dos documentos depositados no RAM, a falar de "uma conspiração de silêncio" em volta do seu conteúdo. Citado pela jornalista do Independent, o actual presidente da RAM, Curtis Price, defende também que o assunto justifica "uma investigação séria e aprofundada".
Ainda que a teoria do suicídio do compositor - através da ingestão de veneno, por exemplo - possa parecer demasiado especulativa, ela não deixa de poder pôr em causa a ideia feita de um Mendelssohn com uma vida feliz como marido e pai de família (teve cinco filhos), em simultâneo com uma obra e uma carreira reconhecida no seu tempo, tanto no seu país (foi director do Conservatório e maestro da Orquestra de Leipzig) como na Europa, e especialmente em Inglaterra, onde se deslocou uma dezena de vezes e chegou a ser recebido pela rainha Vitória.
Sobre a relação de Mendelssohn com Jenny Lind (que parece ter despedaçado também o coração de Hans Christian Andersen, que nela se inspirou para escrever o conto Nightingale, 1844), sabe-se que se conheceram em Berlim, em Outubro de 1844, e que com ela se encontrou com regularidade, principalmente em Londres. O compositor imaginou mesmo para Jenny uma ópera baseada na lenda de Lorelei, e dedicou-lhe o solo de soprano da oratória Elias (1846), uma das suas obras mais celebradas. Mas acabaria por (fazer-se?) morrer precocemente, em 1847. Com o "não" da Rouxinol Sueca na alma?
segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009
terça-feira, 6 de Janeiro de 2009
PENA SUSPENSA...
NÃO TE FAÇAS DE SURDO

25.11.2008, Andrea Cunha Freitas
O que fazemos quando ouvimos uma música de que gostamos? Pomos mais alto e, não contentes com isso, às vezes ainda cantamos por cima. Pois é. Se for só uma música, tudo bem. Mas e se é o disco inteiro? E se isso se repete ao longo da semana? Um relatório encomendado pela União Europeia (UE) alerta: entre 2,5 e 10 milhões de pessoas na Europa (cinco a dez por cento dos utilizadores de leitores de música pessoais) correm o risco de perder a audição por causa do uso (mais do abuso) de auscultadores. Basta que usem estes aparelhos portáteis durante mais de uma hora por dia, todas as semanas, com um volume elevado, durante pelo menos cinco anos.
O aviso do Comité Científico dos Riscos para a Saúde Emergentes e Recentemente Identificados (CCRSERI) vale para quem prefere os antigos auscultadores de almofadas e para os que escolhem os auriculares. A fonte do ruído será indiferente porém e o aumento das vendas dos mp3 nos últimos anos na Europa chamou a atenção dos especialistas. As estimativas referem que entre 50 e 100 milhões de pessoas na Europa usam todos os dias leitores de música portáteis e que nos últimos quatro anos tenham sido vendidos entre 124 e 165 milhões de mp3 na UE.
Foi precisamente o "aumento súbito de jovens expostos" que justificou a solicitação deste parecer a um comité científico independente. "As descobertas científicas indicam um risco claro e temos de reagir rapidamente. [...] É igualmente necessário reexaminar os controlos em vigor, tendo em conta este parecer científico, para garantir que são inteiramente eficazes e acompanham as novas tecnologias", refere Meglena Kuneva, comissária europeia responsável pelas questões dos consumidores. Na sequência das conclusões do parecer, a Comissão já anunciou que vai agendar uma conferência para o início de 2009 com todos os interessados (comité científico, representantes dos Estados-membros, da indústria e consumidores) e discutir novas regras a adoptar. Para já, está em vigor uma norma de segurança europeia que limita o nível acústico dos aparelhos a 100 decibéis.
O parecer divulgado em Outubro nota que, "mesmo que os utilizadores de leitores de música pessoais oiçam apenas cinco horas por semana com o volume superior a 89 decibéis, ultrapassam os limites em vigor para o ruído permitido no local de trabalho.
És mesmo surda, Sofia
A Dj, de 30 anos, Sofia Morais (aka Sofia M.) já faz ouvidos moucos às bocas dos amigos. "És mesmo surda, Sofia", dizem-lhe há já vários anos cada vez que ela pede para repetir uma frase. Frederico Martins não é Dj mas ouve muita música desde muito novo e muito alto. Por isso, hoje ninguém o ouve. É que - habituado à sua quase surdez - fala muito baixo, às vezes quase só sussurra. É claro que também faz parte do seu charme, mas ainda assim os problemas de audição que obrigam a alguma proximidade física num diálogo não são esquema de engate, garante. Mais do que pedir que lhe repitam o que lhe disseram, costuma responder a palavras que não foram ditas na conversa. Um exemplo: a "hoje não" Frederico pode responder "não, não quero pão, obrigado".
Segundo explica Jorge Spratley, professor de Otorrinolaringologia na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), um dos primeiros sintomas da perda de capacidades auditivas é a "diminuição da discriminação das palavras". "As pessoas ouvem mas não entendem o significado das palavras", refere o especialista, acrescentando que muitas vezes esta dificuldade é ignorada ou menosprezada durante muito tempo.
"Sabemos que exposições prolongadas a ruídos acima dos 80, 90 decibéis podem ser traumáticas", diz Jorge Spratley. No ouvido interno temos células muito frágeis. Ao longo da vida, com alguns maus tratos, vamos abatendo o saldo de cerca de 16 a 20 mil células que temos em cada ouvido. A idade tem a sua quota parte na destruição das células, mas a exposição a ruídos pode ser um grande aliado. Mas mais importante ainda, sublinha o professor da FMUP, uma vez perdidas estas células, estão perdidas para sempre. "Elas não se regeneram", alerta.
Zumbidos
"Se uma pessoa estiver uma noite numa discoteca, vem para casa com um zumbido, mas depois acaba por recuperar, havendo apenas uma alteração temporária dos limiares auditivos. Mas se esta exposição for repetida dá origem a lesões irreversíveis. Por outro lado, mesmo exposições curtas, inferiores a meia hora, a um ruído muito intenso (acima dos 120 decibéis), podem provocar lesões graves." O otorrinolaringologista chama ainda a atenção para a perigosa combinação que pode existir entre drogas e som: "Às vezes os miúdos estão nas discotecas sob o efeito de drogas como o ecstasy que podem provocar alucinações e as pessoas ficam com capacidade para estar horas seguidas debaixo de sons muito intensos. E quanto mais intenso, mais sensações provoca."
Sofia Morais já não é uma miúda. Longe vão os tempos em que tinha 13 anos e começou a ir a concertos. Hoje são demasiados para se contar e os suficientes para que os hábitos já tenham tido tempo para mudar. "Se houver lugar à frente, fico à frente. Mas já não faço questão disso como fazia antes. Ficava muitas vezes ao pé das colunas." Pronto, mas isso era um concerto. No máximo, Sofia trazia para casa um zumbido. A perda de audição, diz, estará mais relacionada com a sua actividade de Dj. Terá mais a ver com Sofia M. "Faço muitas vezes pré-escuta muito alto", conta. Há dois anos decidiu investir numa protecção melhor. "Comprei uns fones mais caros, daqueles que não deixam passar o som." O "mais caro" para o bolso de Sofia equivale a cerca de 150 euros, mas há auscultadores a preços bem mais elevados, próprios para Dj.
"Tenho consciência de que ouço mal. Mais do ouvido direito", reconhece. Apesar disso, Sofia não marcou ainda nenhuma consulta num especialista. "Talvez marque. Ainda não senti essa necessidade. Para já, vou tentar proteger-me melhor daqui para a frente", diz.
Frederico Martins também é cliente assíduo de concertos, passou a fase dos walkman, dos discman e agora dos mp3 e iPod. Tem 35 anos, sabe que ouve mal e suspeita de que uma das principais razões será o mau uso dos auscultadores. "Não sei que tipo de surdez tenho. Uma vez fizeram uma medição, ficaram assustados e mandaram-me para o médico", conta. Mas as visitas a um médico são sucessivamente adiadas.
Jorge Spratley nota que não se trata apenas da questão dos decibéis, o tipo de música também pode ser importante. Os sons actuais - músicas potentes com batidas fortes - ajudam, literalmente, ao barulho. "A sensação provocada pela música é, muitas vezes, associada à potência sonora e não à qualidade." O auscultador, acrescenta, permite um "direccionamento para o ouvido de sons que normalmente são camuflados pelo ambiente".
O zumbido - outro dos sintomas da perda de capacidades auditivas - pode incomodar mais do que não ouvir as palavras. A sua persistência pode ser perturbante, sobretudo quando nos encontramos em silêncio e não há possibilidade de o mascarar. Por isso, este é um dos sintomas que levam as pessoas ao consultório de um especialista. Segundo Jorge Spratley, o que se perde primeiro são os sons mais agudos, desde campainhas ao chilrear dos pássaros. Depois segue-se a dificuldade em entender o que as pessoas dizem, o não perceber de onde vem o som... Só em casos extremos é que poderá surgir o sintoma da dor. "A dor só existe quando há uma potência sonora acima dos 140 decibéis. Aí, uma exposição muito breve pode provocar lesões irreversíveis."
O aviso da Comissão Europeia, reproduzido no Portal da Saúde, faz sentido. "Há razões para nos preocuparmos", admite Jorge Spratley. Serralheiros mecânicos, Dj, trabalhadores da indústria têxtil que não se protejam destes sons e, claro, os músicos são apenas algumas das profissões de risco. Actualmente, começam a chegar à consulta de Jorge Spratley "indivíduos de meia idade que abusaram dos seus ouvidos na adolescência". Entre outros abusos, encontra-se o uso de auscultadores ainda do tempo dos walkman. Mas o problema também está nos pacientes que nunca chegam a marcar consulta, como Sofia e Frederico. É que, segundo repara o otorrinolaringologista, a perda de audição ainda têm um estigma associado. Ver mal e ter de usar óculos não parece ser caso grave para ninguém, mas o mesmo já não se poderá dizer sobre ser "surdo" com a eventual necessidade de recorrer a um aparelho auditivo
Em nome da prevenção e para proteger os ouvidos das actuais e futuras gerações, o especialista propõe regulamentação exigente, fiscalização dos ambientes públicos onde há sons intensos e rastreios à população. Mas, mais do que tudo, nota que cabe a cada um de nós baixar o volume. Não se faça de surdo.
segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009
Por falar em Pachelbel
Que seja muito melhor que o ano que acabou! e com muito sucesso a todos os níveis!
Hoje na aula lembrei-me de um video do youtube de um humorista americano que penso que vale a pena ser posto aqui.
é uma paródia ao Canon do Pachelbel.
espero que consigam compreender inglês... Se não conseguirem à 1ª, vejam outra vez... eheh
terça-feira, 30 de Dezembro de 2008
Lisbon Film Orchestra
Fui ver o concerto da Lisbon Film Orchestra ao cinema S. Jorge no dia 20!
alguem mais foi?
Estavam a tocar algumas caras nossas conhecidas. A mais conhecida de todos é a Ana Rita Damil, mas estava também o Bruno Gomes(antigo aluno de violino) e o Professor de Trompete. (não me lembro de mais ninguém)
Bom, o comentário...
Foi giro!
A ideia é boa! Eu penso que ha muitas bandas sonoras com um grande valor musical e que devem ser reproduzidas em concerto.
Musicalmente o concerto foi bom, embora os percussionistas estivessem com alguma frequência "ao lado". Para mim, que conhecia as músicas quase todas (e algumas de trás para a frente), era bastante evidente (às vezes mesmo escandaloso) mas mesmo pessoas que não conheciam as Bandas Sonoras e que não percebem "nada" de música notaram algumas das vezes...
Como espectáculo em geral foi um bocado decepcionante. :(
O concerto foi acompanhado por projecção esporádica de video e por interludios de video entre as músicas, também por uma TENTATIVA de espectáculo de luz. Digo tentativa porque foi uma catástrofe!
Primeiro: os videos devem ter sido escolhidos ao acaso e não representavam minimamente o que a música estava a "dizer" e (parecia) começavam e acabavam aleatoriamente no meio das músicas. Em relação a este ponto, eles (não sei se o director artistico, se o produtor, se o maestro, se o responsavel pela selecção de video, se todos) esqueceram-se do fundamental: as bandas sonoras não são concertos!!! são feitas para acompanhar uma imagem! Servem para ajudar o filme(e o realizador) a transmitir determinada ideia ou emoção. Fizeram a proeza de conseguir por numa parte da música altamente "melosa" e sentimental uma cena de acção do arco da velha...
Mas adiante,
Em termos de Luz, não ha grande coisa a dizer... foi uma coisa muito pobrezinha e por vezes despropositada.
Dizem vocês: "mas quem é que repara nisso?"
e eu respondo: "eu! e todos os que gostam de música e de cinema e da música no cinema!" Se querem fazer alguma coisa, façam bem! não façam na base do "ninguém vai dar por isso"...
Em relação à luz dizem: "ah mas não há dinheiro fizemos como o orçamento deixava..."
e eu digo: "oh! tretas! com o equipamento que lá havia podiam fazer melhor!"
Bom, isto ja vai longo demais!
Desculpem se a análise é muito técnica... mas há coisas que não consigo deixar passar...
Em suma:
Musicalmente um bom espectáculo! Se não entrarmos em preciosismos (havia musicas k estavam + rápidas outras lentas demais... :S)
Valeu a pena ir ver!
Os bilhetes... bom, eram um bocado caros... como disse uma pessoa "pagar 25€ para ir ver alunos a tocar?"
tinha-me esquecido de deixar aqui um video a ilustrar o concerto...
e outro...
Aproveito também a ocasião para desejar a todos um Excelente ano de 2009 com muitos espectáculos e concertos de qualidade!
Happy New Year!
sábado, 27 de Dezembro de 2008
Coma
Músico que é músico quando sai de coma nunca volta a si... volta a si b!
Boas Férias!
quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008
Da Treta!
acabei de chegar a casa de mais uma noite cultural...
decidi partilhar!
Hoje fui ver o Zezé e o Toni! Dois ícones do humor português.
"A verdadeira Treta" é o espectaculo que está em cena no Casino de Lisboa (para M12) desde Setembro e até ao próximo domingo!
e espantem-se: sempre cheio!
hoje ainda estava a última fila vazia... mas está esgotado até ao ultimo dia.
Sobre o espectaculo pouco há a dizer... São as piadas "à la Conversas da Treta"...
Grandes momentos de gargalhada. muitos trocadilhos inteligentes (alguns inteligentes de mais... k eu fikei a apanhar do ar...) e as piadas eram umas atrás das outras.
Mais uma boa noite de entretenimento! que valeu os 18€ do bilhete!
aqui fica um videozinho de uma reportagem da TVI
http://br.youtube.com/watch?v=dTo_sxdNB0w
e outro:
Boa treta!
segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008
FAME
e há quem responda:
"FAME! I Want to live forever!"
Não há melhor maneira de ficar neste mundo para toda a eternidade que atingir o estrelado ou fazer alguma coisa de relevante por alguem ou por todos em geral.
É assim que pensam os estudantes da academia de estrelas mais famosa do mundo.
Fame é um musical dos anos 80 que esteve em cena no Teatro Tivoli em Lisboa em Outubro e que volta agora para uma reposição até dia 30 de Dezembro
O musical é falado em Português e cantado em Inglês.
Quando o fui ver achei-o com muitas falhas técnicas, mas com uma qualidade bastante apreciavel ao nível de interpretação e canto.
Os jovens actores (no elenco ha apenas 4 ou 5 actores com mais de 25 anos) fazem um bom trabalho.
O Ponto alto do espectaculo é mesmo o final havendo alguns "episódios" mais relevantes durante as quase 2 horas de espectaculo.
Para mais informações espreitem o site:
http://www.fameomusical.com/
Não é um espectaculo daqueles a não perder... Mas é uma boa noite de entretenimento.
Enjoy!
Deixo também aqui um video não oficial do fim do espectaculo
sábado, 13 de Dezembro de 2008
Orquesta Juvenil Simón Bolívar da Venezuela
há-os em todo o mundo...
agora vejam só a alegria com que estes tocam.
- Uma orquestra a dançar?
- ah... não sejam parvos... isso não existe!
- Tocar de Fato de treino?
- isso é no mínimo imbecil!
pronto... s calhar até ha algumas que fogem à regra...
É Orquesta Juvenil Simón Bolívar da Venezuela no festival "BBC Proms 2007" já no final da actuação a tocar 2 encores: Pajarillo-Alma LLanera" e "Mambo".
e olhá ondaaaaaaaaa....
P.S.: ah... e sim! eu devia estar a estudar História... ups!
Os intervalos
dedicado a todos os que pediram para (re)ver esta pérola das teorias de composição
aqui fica:
Catarina... controla-te!!!
quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008
Música e Tortura
O dia em que o Mundo assinala os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos do Homem foi aproveitado por um grupo de activistas para o lançamento de uma campanha contra a utilização de música como meio de tortura. A forma estará a ser utilizada no Iraque e em Guantánamo.
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=377147&tema=31
Olivier Messian (1908-1992)

O compositor que pôs a eternidade ao alcance dos ouvidos humanos
BERNARDO MARIANO

Música. Centenário de Olivier Messiaen (1908-1992)
Figura singular da música do século XX, Messiaen faria 100 anos neste dia
Foi preciso o ano dar a volta quase completa para a música clássica festejar os centenários natalícios redondos de 2008: o de Olivier Messiaen, falecido em Abril de 1992 e o do norte-americano Elliott Carter, que... completa amanhã 100 anos!
Atenhamo-nos por hoje em Messiaen, pois que esse nasceu num 10 de Dezembro, em Avignon. Compositor, sim, mas igualmente organista, pianista, pedagogo, Messiaen foi uma personalidade de grandeza absolutamente primeira na música do século passado. Nascido para a criação (final dos anos 20) num momento em que as correntes do neo-classicismo e do dodecafonismo se digladiavam pela primazia enquanto vias mais idóneas para a "nova música", Messiaen foi sempre resolutamente moderno, mas também sempre absolutamente pessoal, sem se deixar subsumir em qualquer das correntes estéticas dominantes, dessa ou de qualquer época. Daí ser justo dizer- -se que Messiaen é um "planeta" à parte, isto é: ele conseguiu obter desde cedo aquela "marca" dos grandes mestres que consiste em deter uma linguagem e um som imediatamente reconhecíveis e inconfundíveis.
Para tal contribuiu antes de mais a sua profunda e extravasante fé católica, eivada de misticismo e cultora de tudo o que de gozoso, glorioso e luminoso contêm os diversos mistérios do credo romano - só por uma vez, no Sétimo Quadro do São Francisco de Assis, sua única ópera, é que Messiaen "enfrenta" a dor da Crucifixão.
Em segundo lugar, a sua linguagem melódica, harmónica e rítmica, que expôs de forma muito precisa emu tratado/manual Technique de mon langage musical, publicado em 1944. Os sete modos de transposição limitada que criou enquanto sistema e base de melodia e harmonia; recuperação da monodia gregoriana; investigação profunda sobre o ritmo que empreendeu toda a vida (e passou aos muitos alunos, entre os quais Boulez), aí se incluindo a recuperação da métrica grega (modos rítmicos), uso de tâlas típicas da música indiana, recurso aos valores acrescentados; o sentido muito peculiar da harmonia, facultado pela sua sinopsia, isto é, a faculdade de ver cores ao escutar agregados de sons.
Por fim, e não menos definidor, a marca que na sua música há do canto dos pássaros.
Autor de uma enorme produção que se estende pela música para órgão, piano, de câmara, vocal (com ou sem instrumentos), concertante, sinfónica, coral-sinfónica e a ópera atrás citada, Messiaen merecerá sempre ser conhecido. E fruído.
quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008
quem vai participar no Youtube Symphony Orchestra?

Música. Instrumentistas seleccionados actuarão no Carnegie Hall
"O YouTube acaba de lançar mais um desafio aos internautas: a criação de uma orquestra online. Uma orquestra com músicos profissionais e amadores, das proveniências mais diversas, a seleccionar entre os que se candidatarem aos lugares. Uma orques- tra onde nem tudo será virtual uma vez que, em Abril de 2009, os recrutados irão dar um primeiro concerto em Nova Iorque. O local? O mítico Carnegie Hall, sob direcção do maestro Michael Tilson Thomas.
A ideia parece entusiasmante. Através de um canal, em www.youtube.com/symphony, qualquer um poderá, até 29 de Janeiro, enviar a sua candidatura para integrar a YouTube Symphony Orchestra. Cada candidato terá de interpretar, no instrumento por si escolhido, uma parte de uma peça do compositor Tan Dun (globalmente revelado pela banda sonora do filme O Tigre e o Dragão).
No canal dedicado à orquestra estão já disponíveis partituras e informação adicional sobre a obra de Tan Dun. Cada candidato deverá então filmar a sua performance e depois fazer o upload da sua parte instrumental. Uma actuação virtual da orquestra, reunindo os vídeos das várias partes instrumentais, será apresentado no YouTube.
Ao vídeo com a peça de Tan Dun cada candidato deverá juntar um outro, interpretando uma entre uma série de peças do repertório clássico, a escolher entre um lote proposto. Um vídeo de apresentação deste projecto mostra o próprio Tan Dun, assim como uma série de jovens músicos, recomendando a todos os candidatos que pratiquem.
A selecção dos perto de 200 elementos da orquestra real (nascida da virtual) será feita por um júri especializado. E em Abril de 2009 serão convidados para actuar em Nova Iorque.|- N.G."
terça-feira, 2 de Dezembro de 2008
Uma Sonata de Beethoven: nota de programa para a classe da Professora Madalena Reis
— Sonata nº. 15 in Ré, Op. 28, por Alfred Brendel
As 32 Sonatas para piano de Beethoven constituem um grande tesouro que incorpora parte da eternidade humana. Edwin Fischer dizia: “Para Beethoven, a forma-sonata não é um esquema que pode ser usado por capricho num dia e abandonado noutro. Esta forma domina tudo o que ele pensa e compõe; é a derradeira marca da sua criação e a forma do seu pensamento – uma forma intrínseca, natural”.
Beethoven foi uma figura crucial na transição do período Clássico para o período Romântico, desempenhando, entre outros, um papel essencial na transformação e evolução da forma-sonata. Nela, ele impõe a sua forte personalidade, criando uma nova forma de arte, na qual a sua própria vida, com as suas alegrias e tristezas, é projectada. Em Beethoven, o “tema” adquire proporções admiráveis, de uma força tal que se impõe sobre a atenção e a memória do ouvinte. O “tema” transforma-se num conceito que se espalha por toda a obra, tornando-a facilmente reconhecível, mesmo se os seus aspectos harmónicos, modais ou tonais mudem. O princípio fundamental na organização das sonatas para piano de Beethoven é a tonalidade. Poder-se-ia dizer que ela representa a chave de qualquer composição sua, já que (para ele) conduz à verdadeira compreensão da forma musical. No entanto, qualquer que seja o número de andamentos, o seu tipo, tonalidade, ordem, as suas formas ou mesmo as suas durações, uma característica pode ser estabelecida entre todas as sonatas de Beethoven: o grande cuidado do compositor em criar uma conecção facilmente perceptível entre as partes constituintes das suas obras.
A Sonata nº 15, op. 28, em Ré Maior, “Pastoral”, foi escrita e publicada no ano de 1801, com dedicatória ao Conde Joseph von Sonnenfels (daí também ser conhecida como Sonnenfels-Sonate, nomeadamente na Alemanha). Com alguma controvérsia, podemos afirmar que é uma das primeiras sonatas do chamado “período intermédio” das suas três fases de escrita. O subtítulo “Pastoral”, que partilha com a Sinfonia nº 6 (op. 68, em Fá Maior), foi-lhe atribuido pelo seu editor, Augusto Cranz. Tem sido especulado se este subtítulo se referirá de facto ao lado mais campestre e ligado à natureza, tal como na Sinfonia nº 6, ou apenas ao sentido de calma, simplicidade e leveza da palavra. Não obstante, uma coisa é evidente: tanto o primeiro andamento como o último podem ser descritos como “pastorais”; já os andamentos intermédios não.
O primeiro andamento, Allegro, começa com um baixo repetitivo e monótono, quase como um tímpano ou mesmo uma gaita-de-foles. Por cima, o tema principal, simples e calmo, no entanto, astuto. Eventualmente, o segundo tema é-nos apresentado sobre uma passagem de constantes colcheias. Aqui também uma melodia simples, com a qual podemos imaginar autênticas paisagens “pastorais”. O Desenvolvimento passa por várias tonalidades menores, numa progressão crescente de dramatismo e angústia, que culmina no desvanescimento sonoro dos temas principais. A Reexposição traz-nos de volta os temas do início.
Em oposição ao ambiente bucólico do primeiro andamento, o segundo, Andante, apresenta um carácter mais desesperado e subjugado. Na relativa menor da tonalidade da obra (Ré menor), proporciona-nos uma temática mais solene, quase cerimonial. A sua característica mais marcante é o baixo, erguido sobre uma estrutura estática de semicolcheias em staccato, dando ao andamento um aspecto de marcha. No meio, uma pequena diversão na tónica Maior, onde Beethoven escreve um diálogo com perguntas em galopes staccato e respostas em tercinas de semicolcheias. Rapidamente voltamos ao ambiente sombrio da primeira parte, desta vez com algumas variações e ornamentações adicionais. Beethoven tinha um gosto pessoal por este andamento.
O Scherzo-Trio: Allegro vivace já conta com um ambiente mais brincalhão e humorístico. A sua característica fundamental é o grande contraste que Beehoven cria entre quatro longas notas, todas elas à distância de oitava, e a melodia principal em colcheias rápidas. O parte do Trio apresenta uma melodia de quatro compassos, repetida oito vezes, quatro delas de maneira diferente. É um momento bastante alegre na obra, contudo sempre bem frontal e directo.
quinta-feira, 27 de Novembro de 2008
terça-feira, 25 de Novembro de 2008
quinta-feira, 13 de Novembro de 2008
A Música e a Matemática
O primeiro e mais óbvio indício desta relação é o ritmo, a duração das notas, a organização das partituras em geral.
Por outro lado, um ramo do estudo das ciências musicais - a acústica - está muito dependente das organizações matemáticas e até a construção dos instrumentos obedece a determinadas funções matemáticas.
Para além disto, descobriu-se que a música e a matemática estão relacionadas com a mesma área cerebral! Mesmo que as pessoas que têm talento musical não se dêem bem com os números e vice-versa, todos temos de concordar que ambas as áreas desenvolvem e estimulam o raciocínio.
No passado Outubro, na Casa da Música, no Porto foram apresentadas várias palestras com este tema, com o objectivo de juntar profissionais de ambas as partes e estimular a interacção de duas áreas que, com a era tecnológica, se aproximam cada vez mais.
Para saber mais sobre este tema, consultar os sites:
http://www.fc.up.pt/cmup/musmat/
http://www.educ.fc.ul.pt/icm/icm2000/icm34/index.html
Musica est exercitium arithmeticæ occultum nescientis se numerare animi.
(A música é um exercício oculto de aritmética de uma alma inconsciente que lida com números)
Gootfried Wilhelm von Leibniz (1646-1716)
terça-feira, 11 de Novembro de 2008
notas ao programa do concerto dos 30 anos de EMNSC
Marcos António da Fonseca Portugal nasceu a 24 de Março de 1762 em Lisboa. Aos 9 anos iniciou os seus estudos musicais, no Seminário Patriarcal, em composição, canto e órgão. Aos 14 anos realizou a sua primeira composição, um “Miserere”, obra de carácter religioso, domínio no qual se iria destacar mais tarde. Devido à grande qualidade e popularidade das suas melodias, a corte portuguesa ofereceu-lhe, em 1892, uma bolsa para estudar em Itália, país para onde se transferiu de imediato. Fixando-se em Nápoles, importante centro de ensino musical da época, compôs as primeiras óperas, ao estilo italiano. Regressou a Portugal oito anos depois, cheio de vaidade, devido ao sucesso obtido em Itália. Aos 49 anos viajou para o Brasil com a corte do rei D. João VI, e aí ficou até à sua morte, não tendo conseguido regressar a Portugal devido a dois ataques apopléticos que tivera. Morreu a 17 (ou 7) de Fevereiro de 1830, no Rio de Janeiro.
A peça em programa trata-se da Abertura da ópera Il Duca Di Foix (1805) escrita aquando do regresso de Marcos Portugal de Itália. O “dramma per musica” Il Duca Di Foix teve como libretista Giuseppe Caravita.
Jean Sibelius, Valsa Triste
Jean Sibelius nasceu em Tavastehus (Finlândia) a 8 de Dezembro de 1865. Estudou Direito, mas preferiu dedicar-se à sua vocação musical, que prosseguiu na Alemanha e na Áustria. É um dos mais famosos compositores escandinavos e a sua obra pode ser vista na transição entre o romantismo e as novas tendências. Contudo, desenvolve um estilo próprio muito ligado à linguagem musical do seu país, o que gerou grande entusiasmo desde as suas primeiras apresentações. Sibelius morreu em Järvenpää, perto de Helsínquia, a 20 de Setembro de 1957.
Esta Valsa Triste foi extraída e publicada de um conjunto de peças compostas para a peça teatral Kuolema. Moldada numa forma ternária, Valsa Triste, abre com uma afirmação simples que introduz de imediato um estado de espírito avassalador senão mesmo uma melancolia “agridoce”. Enquanto a música se revela, apresenta-nos uma ambiência entre a alegria e a tristeza, o que, à medida que se desenvolve, nos conduz para um final sombrio com três sinistros acordes tumultuosos.
Joseph Haydn, Concerto em Dó Maior para Violoncelo (Andamento I)
Haydn (n. 1732 – m. 1809) foi um compositor prolífico, tendo escrito cerca de 104 sinfonias, 83 quartetos e 175 obras para baryton, entre muitas outras. Escreveu relativamente poucos concertos, cerca de 30 no total, se considermos todos os que lhe são atribuídos. Dos três concertos para violoncelo conhecidos, conservaram-se apenas dois, sendo o primeiro o Concerto para Violoncelo em Dó Maior, com data de 1765 (um ano antes do grupo dos Esterhazy se mudar para o novo palácio) e descoberto em Praga em 1961.
O Concerto em Dó Maior para Violoncelo e Orquestra foi composto na década de 60 do séc. XVIII e testemunha as influências barrocas da juventude de Haydn que se materializam no uso das hemíolas, no diálogo evidente entre o solista e a orquestra que o acompanha e na enorme quantidade de ritmos pontuados. No primeiro andamento, Moderato, os ritornelli da orquestra provocam um clima festivo que faz sobressair a sonoridade do canto solista.
Ludwig van Beethoven, Romanza para Violino e Orquestra
Ludwig van Beethoven nasceu em Bona (Alemanha) no dia 16 de Dezembro de 1770 e viria a falecer, em Viena, a 26 de Março de 1827. Foi um compositor de transição entre o período clássico e romântico e é até hoje um dos compositores mais reconhecidos e interpretados. Na sua juventude foi viver para Viena onde estudou com Joseph Haydn e onde ganhou uma reputação de virtuoso do piano. Na sua vida adulta começou a ter problemas de audição, mas esse facto não o impediu de continuar a compor e dirigir, mesmo depois de estar completamente surdo.
A peça que hoje vamos ouvir é a segunda Romanza para Violino e Orquestra, em Fá Maior, op. 50 e terá sido composta em 1798, ainda na primeira fase da obra do compositor, caracterizada pelo seu cariz mais classicista. Esta peça tem alguns contrastes melódicos e harmónicos: inicia com um tema muito amoroso que irá repetir-se ao longo da peça a que se seguem certas partes em que sentimos um forte dramatismo (provavelmente representando de alguma forma alguns dos sentimentos ínitmos do compositor) para regressar, em seguida, às melodias românticas características de Beethoven e finalizar com orquestra.
Franz Schubert, Sinfonia Incompleta
Franz Peter Schubert nasceu em Himmelpfortgrund, perto de Viena, a 31 de Janeiro de 1797 e morreu, em Viena, a 19 de Novembro de 1828, com apenas 31 anos de idade. Sendo um compositor austríaco do fim do período clássico, revela já na sua obra um estilo com características românticas.
Escreveu cerca de seiscentas obras, entre óperas, sinfonias e sonatas não tendo, no entanto, visto a sua obra reconhecida em vida o que o levou a passar por sérias dificuldades económicas (porque não conseguia assegurar emprego de forma permanente, Schubert recorria à ajuda de amigos e do trabalho de professor que seu pai lhe deu).
Hoje, é considerado por muitos como um dos mais influentes compositores do século XIX, pois a sua obra marca a transição do estilo clássico para o romântico.
A controvérsia existente à volta da sua “Sinfonia Inacabada” ou “Sinfonia Incompleta”, (Sinfonia nº8, D 759) cuja composição Schubert abandonaria ao cabo de dois andamentos, pensa-se poder não estar relacionada com uma suposta falta de inspiração, mas com o facto de conter certas passagens de inspiração beethovenianas das quais Schubert teria consciência e que temia ver criticadas adiando por isso a sua conclusão e publicação.
Joly Braga Santos, Hino à Juventude
José Manuel Joly Braga Santos nasceu em Lisboa, a 14 de Maio de 1924. Estudou violino e composição no Conservatório Nacional de Lisboa, sob a direcção de Luís de Freitas Branco, o principal compositor da altura. Após a Segunda Guerra Mundial teve a oportunidade de continuar os seus estudos no estrangeiro, onde estudou direcção com Hermann Sherchen e Antonino Votto e composição com Virgilio Mortari.
As suas primeiras quatro sinfonias foram de imediato apresentadas pela Orquestra Sinfónica da Radiodifusão Portuguesa, sob a direcção do maestro Pedro de Freitas Branco e obtiveram um enorme sucesso. O maestro, ao reconhecer o talento de Braga Santos, lançou-o numa carreira internacional, apresentando as suas obras por toda a Europa. Numa fase mais tardia da sua vida, iniciou a disciplina de análise no Conservatório Nacional de Lisboa. Foi, também, um dos fundadores da Juventude Musical Portuguesa. Morreu em Lisboa, a 18 de Julho de 1988.
Para além das suas 6 sinfonias, escreveu um Requiem, três aberturas sinfónicas e ainda algumas obras baseadas em poemas de poetas portugueses como Fernando Pessoa, Luís de Camões, Antero de Quental, entre outras.
A sua 4ª Sinfonia, como outras obras do compositor, contém várias referências a temas da música popular assim como grandes influências do meio em que este se insere. Composta por quatro andamentos, esta obra dedicada à Juventude Musical Portuguesa termina com o “Hino à Juventude” que simboliza a união dos jovens de todo o mundo através da música.
terça-feira, 28 de Outubro de 2008
Algo mais do que Música!
Ficámos muito tempo à volta do que é a música. E, não sabendo ao certo o que é a música, deixa-nos a cada um de nós a possibilidade de a interpretar à nossa maneira e de tentar explicá-la como a vemos. Temos, por exemplo, a peça "4' 33" de John Cage, onde este explica o seu ponto de vista de MÚSICA...
Bom, estes dois músicos, "Igudesman" e "Joo", vêem a música de um ponto de vista mais cómico.
(Algo que, a meu ver, apenas quem já tem um domínio perfeito do instrumento pode arriscar
-se a tal)
Mas, é simplesmente algo a não perder e pesquisar muito mais.
O site oficial destes artistas é: www.igudesmanandjoo.com
Aproveitem!!!!!
quinta-feira, 2 de Outubro de 2008
Mozart e matemáticas
Na jornada em que se celebra o Dia da Música, o Museu da Ciência, em Coimbra, deu a conhecer as várias simetrias musicais utilizadas por Mozart nas suas composições.
Carlota Simões, professora de matemática da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra com o curso de piano do Conservatório de Coimbra, explicou ao PÚBLICO que “ao passo que num vitral é fácil, quando se olha para ele, identificar as simetrias; numa música isso é mais difícil porque se trata de uma simetria no tempo, e temos que ter a memória do que ouvimos e identificar a mesma melodia tocada do fim para o princípio, ou de baixo para cima... No entanto, nas pautas, essas simetrias conseguem encontrar-se, e é isso que vemos aqui”.
Com as pautas à vista de todos, os exercícios em torno da obra de Mozart – que revelam variações simples, como uma sequência e a sua retrógrada, até estruturas mais complicadas, como a retrógrada da inversão da sequência – foram demonstrados por duas jovens violinistas: Sara Petronilho e Marina Ferreira.
“Se eu tiver um vitral que é simétrico em relação a um espelho que o corte na vertical, isso é uma reflexão. Em música, isso chama-se a melodia e a retrógrada. Se, por outro lado, eu tiver um vitral com um espelho a meio, que o corte na horizontal, isso em música chama-se uma inversão. Intervalos que iam a subir passam a descer, e vice-versa”, explica Carlota Simões.
“E depois, se eu fizer em música aquilo que em matemática se chama uma translação - deslocar uma figura para outra posição sem a destruir -, isso chama-se uma transposição. Enquanto que estas simetrias visuais são muito fáceis de reconhecer, em música é preciso estar a olhar para a pauta e, com a ajuda das duas violinistas, foi possível reconhecer as simetrias”, acrescenta.
Carlota Simões realça ainda a apresentação do “Dueto Espelho”, que é uma pauta que, à primeira vista parece ser só para um instrumento mas que, se a segunda violinista olhar para ela de baixo para cima e da esquerda para a direita, ela transforma-se noutra pauta; e se tocarem em simultâneo a melodia também funciona. “Isto é o mais espectacular, porque é uma pauta que pode ser lida de cima para baixo e de baixo para cima, em simultâneo, e soa bem. Isto é que é genial da parte de Mozart”, diz.
Como um dos exemplos acabados da interligação entre a obra do compositor e os números, a iniciativa “Mozart e a Matemática” revelou ainda algumas particularidades entre a sua ópera “A Flauta Mágica” (1791) e os números queridos à Maçonaria. Conhecido maçon, Wolfgang Amadeus Mozart fez uso dos chamados números mágicos para dar vida à sua composição. O número 3, por exemplo, considerado o número da perfeição, sinónimo de masculino e representando também os três lados do triângulo maçónico, é usado através dos três bemóis na clave inicial e final (Mi b Maior). Também o número 12, que se identifica com o meio-dia, a altura em que o sol ilumina a Terra e produz menos sombras, é também usado na pauta musical quando se reproduzem as 12 badaladas no último adeus de Pamina, antes da prova de Tamino.
“A Flauta Mágica, porque é uma ópera maçónica, tem muitos números simbólicos e eles aparecem discretamente. Há coisas que só se conseguem ver na pauta se estivermos a olhar com muita atenção... E, portanto, a Flauta Mágica tem esses pequenos pormenores que têm a ver com o facto de ser uma ópera cheia de símbolos”, esclarece Carlota Simões.
Durante a sua vida, Mozart escreveu cerca de 600 obras musicais. Outro dado matemático curioso: seriam precisos 54 anos e sete meses para copiar à mão toda a obra do compositor.





