terça-feira, 31 de Março de 2009

salomé

A todos os que vão assistir à récita da Salomé no Domingo, dia 5 de Abril de 2009, avisa-se que nos encontramos em frente ao São Carlos pelas 15.30h!

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"Rejeitando a versão versificada do libreto germânico, Strauss resolve conceber a ópera Salome directamente a partir do texto teatral em alemão, incidindo o seu trabalho no corte de secções e em pequenos arranjos estruturais, criando quase uma adaptação directa do teatro para a ópera. Esta técnica não será tão diferente de alguns dos trabalhos anteriores do compositor se se estabelecer um paralelo com os seus Poemas Tonais, obras sinfónicas baseadas em textos literários, género tão cultivado por Strauss. O facto da ópera decorrer num único acto transcomposto, sem interrupções, permite aproximá-la ainda mais da produção sinfónica do autor - um Poema Tonal com texto.
Salome foi recebida com reacções contrastantes. Por um lado foi um sucesso, garantindo inúmeras apresentações nos principais teatros de ópera e, simultaneamente, consolidando a reputação do seu compositor; por outro, o tema da ópera, assente na figura mítica de Salomé, causou enorme escândalo. A obra chegou a ser banida em vários teatros, tendo para isso contribuído a abordagem às secções mais ousadas do texto de Wilde: a dança erótica dos sete véus, aludindo à nudez integral, e a cena de amor de Salomé com a cabeça de S. João Baptista, remetendo para a necrofilia, passagens que Strauss fez questão de manter e até enfatizar. Controvérsias à parte, Salome tornou-se um marco na carreira do compositor que abandonaria o modelo de Poemas Tonais, uma constante na sua obra até então, para abraçar definitivamente o género operático. Na sua harmonia cromática, melodia prosódica e complexidade orquestral, Strauss afirmava-se como um dos principais compositores germânicos, do início do século XX, numa linha de continuidade com a tradição operática wagneriana."

Texto Tiago Cutileiro, Marta Nunes

segunda-feira, 30 de Março de 2009

Vejam e ouçam bem isto. Espectacular.

"The Arrival of the Queen of Sheba", que o Christopher publicou aqui em baixo, é uma marcha que se insere na oratória de George Frideric Handel intitulada Solomon e é baseada na narrativa bíblica do sábio Rei Salomão. O libreto tem sido atribuido a Newburgh Hamilton.

Os episódios retrados por Handel nesta oratória remetem para a disputa resolvida pelo Rei Salomão entre duas mulheres que disputam a maternidade de uma criança; e o famoso encontro com a Rainha de Sabá que lhe oferece inúmeras riquezas e o reconhecimento da sua sabedoria.

Astuto empresário, Handel aproveita a ocasião para homenagear o seu patrono sublinhando as semelhanças entre Salomão e o Rei George II. "Piedade", "Sabedoria", "Esplendor" são qualidades figuradas nos vários actos de forma a elogiar o Rei britânico!

A obra foi composta entre 5 de Maio e 13 de Junho de 1748, mas a estreia teria apenas lugar em Março do ano seguinte!

Deixo-vos o libreto e a ligação para a partitura para que possam desfrutar, em grande, desta obra que os colegas do 2º ano em breve irão estudar!


adsas (Raffaelo, A Rainha do Sabá, séc. XVI)

sábado, 14 de Março de 2009

Albrecht Mayer: The Arrival of the Queen of Sheeba

Albrecht Mayer:
1º Oboé da Berliner Philarmónica.
video

sexta-feira, 13 de Março de 2009

sobre música



— Alfred Gockel, Stroking The Keys (n. 1952)

quinta-feira, 5 de Março de 2009

Marin Marais

Nome: Marin Marais

Data e local de Nascimento: 25 de Maio de 1656, em Paris
Data e local de Morte: 15 de Agosto de 1728
Quem era: violista / gambista e compositor francês do período barroco
- Em 1667, torna-se cantor no coro da Saint-Germain-l'Auxerrois
- Aos dezasseis anos, deixa voluntariamente Saint-Germain-l'Auxerrois e tenta aperfeiçoar-se junto de Sainte-Colombe na viola baixo
- Marais entra, em seguida, na orquestra da Academia Real de Música, dirigida por Jean-Baptiste Lully
- Obtém em 1679 o cargo de tocador de viola da câmara do Rei Luís XIV. Acumulará esse cargo com a carreira de músico da Ópera, durante quarenta anos.
Principais obras:
- Peças para viola de gamba
Peças para uma e para duas violas (1686)
Peças para uma e duas violas com aumento de muitas peças particulares em partição (1689)
Peças para uma e para três violas, Quarto livro (1717)
- Peças para trio (Marin Marrais foi um dos primeiros, em França, a escrever peças para trio)
Peças para trio para flautas, violinos e viola (1692)
A Gama e outros trechos de sinfonia para violino, viola e címbalo (1723)
- As tragédias líricas francesas
Alcide (1693)
Ariane et Bacchus (1696)
Alcyone (1706)
Sémélé (1709)

matéria para o teste

aaaaaaaaaaaaa

Meus caros alunos,

como combinado, aqui segue a
matéria para o teste de História da Música (IIº ano),
com páginas do Grout e Palisca, História da Música Ocidental e tal...


- Características gerais da música do primeiro período barroco [Grout: pp. 307-315]

- O surgimento da ópera [Grout: pp. 316-329 + pp. 359-371]

- Música vocal de câmara no primeiro período barroco [Grout: pp. 329-335]

- Música sacra no primeiro período barroco [Grout: pp. 335-342 + 375-389]

- Música instrumental no primeiro período barroco [As fotocópias da Sebenta, que vos dei na aula + Grout, pp. 414-419]


O teste debruçar-se-á sobretudo sobre os temas a "bold", mas seria importante que dominassem toda a matéria indicada.
Bom estudo!
Até Segunda!

rprp

segunda-feira, 2 de Março de 2009

Girolamo Frescobaldi


Girolamo Frescobaldi foi um dos maiores compositores italianos de música para cravo do século XVII. Nasceu a 9 de Setembro de 1583 em Ferrara e faleceu a 1 de Março de 1643 em Roma. Destacou se tanto como cantor, como também no virtuoso uso de diversos instrumentos, entre os quais o orgão. Durante a sua juventude, frequentou a Academia de Santa Cecília em Roma e foi organista na igreja de Santa Maria em Trastevere. Durante vinte anos, foi organista em São Pedro. Em 1608 publicou o primeiro livro de madrigais a cinco vozes. Em 1613 casou com Orsola del Pino e teve 5 filhos. Em 1628, terminada a experiência romana, transferiu se com a família para Florença. Em 1630 publicou duas selecções de árias: o 1° e o 2° ''Libro d'Arie musicali per cantarsi nel Gravicembalo e Tiorba a una, due o tre voci''. Em 1634 voltou a Roma e retomou o seu lugar em São Pedro, no ano seguinte publicou em Veneza: Fiori musicali, Kyrie, Canzoni, Capricci e Ricercari in partitura a quattro. Entre as suas obras vocais destaca se ''Livro Segundo de Diversas Modulações a Uma, Duas, Três e Quatro Vozes''.